Posts tagged Estratégia
Liderança: afinal, avaliação pessoal é melhor que coletiva?
Jul 10th
A última onda é a da avaliação individual de performance, moda esta que está chegando à burocracia brasileira via Aético Neves e seu governo virtual em Minas. É curioso, porque vários estudos têm demonstrado que os efeitos negativos da utilização da medição de performance individual tem superado os positivos, como se vê no trabalho de Pffefer e Sutton (2006). Um ótimo artigo da Harvard Business Review toca no tema, ao falar sobre “inteligência executiva”. O link vai abaixo.
How Important Is “Executive Intelligence” for Leaders? — HBS Working Knowledge
Os Limites da Estratégia
Jun 20th
Em Creating Strategy in an Unknowable Universe, escrito pelo Senior Advisor da McKinsey & Co., Eric D. Beinhocker, este argumenta que, em cenários econômicos voláteis, o planejamento estratégico deixa de ser um plano estático, com metas claras e rígidas, para se tornar uma espécie de portfólio de experimentos, com opções flexíveis, mutantes, que tornariam as organizações melhor preparadas para enfrentar cenários ambientais turbulentos. More >
O Arcaísmo como Projeto de Nação
Jun 14th
Um livro interessantíssimo, e que questiona uma série de dogmas da historiologia brasileira, parece dar indicações sobre este fenômeno. O Arcaísmo Como Projeto, dos professores da UFRJ João Fragoso e Manolo Florentino, apresenta uma série de estudos sobre o final do período colonial que põem em cheque alguns dos mais conhecidos dogmas da história nacional. Por exemplo, a bazófia da inexistência de uma economia local forte por culpa portuguesa, ou mesmo a impossibilidade do pobre ascender numa sociedade tão desigual. Mas não é disso que trato aqui. Mas de um dado mais pertinente para este tópico, que é a concentração da riqueza não no produtor, mas no intermediário. Segundo o livro, 20 famílias locais praticamente controlavam do transporte à logística de distribuição de produtos e escravos, além do crédito na colônia, sendo que seus tentáculos chegavam inclusive à metrópole portuguesa e África.
Não deixa de ser curioso notar que, segundo os historiadores, estas famílias não duravam mais que duas gerações – já que aparentemente, neste momento, elas se livravam das empresas, compravam um bocado de terra no interior e iam viver de rendas. Ou seja, nunca se transformava em capital produtivo, mas servia para legitimar uma certa aristocracia local, que reproduzia a aristocracia portuguesa.
