Posts tagged Comunicação
Por que o marketing não faz os manuais de usuário?
Aug 30th
Ela tem razão: se a empresa investisse em manuais bonitos e interessantes feitos pelo marketing, a experiência do consumidor com aquele produto se estenderia além do tesão da compra. Um equipamento eletrônico que você só sabe usar 5% dele simplesmente porque não entende bulhufas do que está escrito no manual técnico transforma a marca numa “outra qualquer”, já que 5% do que ela faz é possivelmente os mesmos 5% que todas suas concorrentes fazem. No final, aquele celular que tem 200 funções só é usado para 10 funções. E nisso sua concorrente pode até ser melhor…
Recomendo a leitura do artigo completo, em inglês, aqui.
O Fator S
Aug 24th
É simples dizer que é um pouco dos dois, mas esta é a resposta fácil. O artigo de Godin é interessante por mostrar que, em indústrias muito ligadas à moda ou a mudanças sociais de difÃcil avaliação, o controle das variáveis é quase impossÃvel. Contudo, isso não torna a estratégia obsoleta: apenas altera-se a forma de se utilizá-la.
More >Matando boas idéias
Aug 8th
A maioria das organizações vêem oportunidades de desenvolvimento de negócios como ameaças.
Uma ameaça porque um erro pode atrapalhar o status quo, pode custar dinheiro ou tempo, ou mesmo meter alguém em confusão.Após um visualização inicial, a proposta de desenvolvimento de negócios tÃpica leva à Cuidadosa Consideração e Análise. O que significa que advogados vão trabalhar duro para (além de outras centenas de coisas) ter certeza que o licenciamento da marca está correto e apropriado (SM ao invés de TM, por favor) e que eles fizeram seu serviço e nada de ruim pode acontecer.
O problema, como você pode ter desconfiado, é que a moda é imprevisÃvel.
Seth, no fundo, mostra que uma boa dose de risco é necessária para que a criatividade ocorra. Como as modas são muito passageiras, uma idéia pode ser simplesmente inviabilizada por ter sido considerada por tanto tempo que se perde o trem da história.
Ou isso, ou advogados são o melhor meio de se perder o timing. De qualquer coisa.
Momento Prescritivo: Russell Davies e WK
Jul 24th
E Russell Davies, um dos mais respeitados account planners ingleses, entrou nessa neste pequeno artigo que saiu em seu blog pessoal, sobre sua passagem pela Wieden + Kennedy. Achei interessante por quebrar algumas crenças existentes no mercado dos planejadores. Aqui vai a tradução dos 7 tópicos:
- Contrate publicitários, e terá publicidade (e isso não é exatamente um elogio);
- A chave para o sucesso criativo: trabalhe duro;
- Não dá para separar meio e mensagem;
- Faça um bom trabalho; o dinheiro virá em seguida;
- Exija de todos o mesmo padrão de qualidade [não importa se a conta é da Nike ou Cremogema];
- Você pode dizer o quanto as pessoas gostaram de fazer um trabalho quando o vê;
- Marcas que influenciam a cultura vendem mais.
Se bem que este tópico 7 é completamente dispensável – afinal, é como Tostines: vendem mais porque influenciam a cultura ou o contrário? Se você for estruturalista, vai dizer que é o contrário do que diz Russell. Se for positivista, concordará com ele. Agora, se for brasileiro ou geveniano, vai dizer que acha que depende…
Ler e saber ler
Jul 21st
Com a proliferação do blogs e de sites para nichos muito especÃficos de interesse, como literatura, por que mesmo onde se imagina que as discussões terão nÃvel elevado, os resultados são tão pÃfios? Ou seja, o que efetivamente se observa é uma indigência de conteúdo, uso de chavões e repetecos de revista e agressões toscas contra a opinião contrária.
Vem desta discussão o tÃtulo deste post: porque ler é muito diferente de saber ler. Um leitor de Dostoiévski não é necessariamente melhor leitor do que um de Deepak Chopra. Porém, é bem menos provável que quem só leia este tipo de guru pop seja um bom leitor crÃtico – e como brinco na Loducca, quem diz que é fã d’ “O Monge e o Executivo” em entrevista de emprego para planejamento, está automaticamente vetado…
É assustador quando nem mesmo pesquisadores revelam sabem ler pesquisas. Foi o caso alguns anos atrás da W/Brasil, que aplicou uma leitura rasa e superficial do consumidor de cerveja ao relançar a cerveja Kaiser como “aquela feita pelo consumidor”.
More >Viva Vaia
Jun 29th
Mais do que uma crÃtica, trata-se de um fenômeno interessante – por que se tornou tão importante assim o “viver”? (Em tempo: não vejo isso necessariamente como prova de falta de criatividade, já que publicitariamente falando, é uma palavra coringa que entrega muitos caminhos.)
Há um segundo ponto interessante: o conceito quase nunca aparece sugerido, mas sim imposto (note o tempo verbal no imperativo). É fato que a publicidade sempre usou o imperativo como forma de vender produto, mas os atuais conceitos não falam nada em relação ao produto. Seria uma forma de impor um jeito de viver?
More >A Necessidade do Planejamento Ir Além da Comunicação
May 30th
Ora, como Alonso mesmo diz, comunicação não é tudo no segmento de cervejas – há a traumática distribuição, o composto de preço etc. A questão parece ter sido decidida em favor da FischerAmerica porque a agência iria além da comunicação, efetivamente alterando procedimentos em outros setores da empresa.
Trata-se de um fator cada vez mais presente – e que deve estar na mente dos planejadores SEMPRE: a necessidade de que a comunicação chegue e afete todos os canais. Quando a F/Nazca apresenta o Unibanco como nem parecendo banco, a primeira impressão é que tratava-se de pura balela. Hoje, se observa que o Unibanco simplesmente eliminou filas, caixas, portas inconvenientes, tudo que lembrasse banco. Isso é bem mais poderoso do que as peças, mas sem elas, o conceito de um banco diferente jamais se consolidaria. Voltaremos a este assunto em breve.
