Posts tagged Comunicação
O silêncio pode significar algo
Sep 24th
Talvez isso seja sinal de velhice, rabugentice ou mesmo (mais provável) uma queda criativa (no sentido de se criar algo, não de criativo=artista). E eis que me vejo diante de um tema interessante: como elaborar um artigo relevante se não temos hoje em dia sequer tempo para elaborar um pensamento original, se mal temos tempo de parar e ponderar sobre um tema?
Pior: não só não ponderamos, como noto uma mesmice de teorias e respostas, em grande parte causadas pela SÃndrome da Pesquisa Google. Essa sÃndrome se baseia no fato que boa parte das “respostas” do mundo estão nas 2 primeiras páginas de resposta do Google. Cada vez menos, percebo, há uma busca por uma resposta inovadora, quando se tem ali, de graça, o Top 10 das Respostas para qual o melhor meio de se clarear os cabelos. Ou da necessidade de se defender o meio ambiente. Ou da universidade que fala em Responsabilidade Social como sinônimo de desconto na matrÃcula. É mais fácil assim: cópia e cola.
More >As revistas de luxo à moda brasileira
Jun 11th
Sei, da boca pequena, que boa parte delas só existe para esquentar peças fantasmas das agências nacionais, uma situação surrereal que só no Brasil mesmo. Ou seja, criam-se veÃculos sem leitores para veicular peças inexistentes para um público que não existe, já que não é uma revista para ser lida etc…
E as poucas para serem lidas, como a Bravo, são tão indigentes em termos de cultura que ainda acham Marisa Monte relevante (só se for como marketeira…).
Como se forma a opinião?
Jun 1st
Os efeitos desse conhecimento são importantes para se compreender como certas “verdades” se estabelecem com facilidade, simplesmente por serem repetidas por algumas pessoas como se não houvessem interesses próprios em jogo. Um dos meus discursos favoritos é o da tal “economia”. É um tal de “a economia vai bem” pra cá, “o mercado está contente” para lá, como se fosse uma entidade externa, quase totalmente representativa do todo. Basta com que meia dúzia de luminares (tipo Delfim Netto e Mailson da Nóbrega, cujas obras falam por si próprias) repitam esse mantra na rádio e pronto: está formada a opinião geral da nação. Cabe lembrar que o Brasil é o único paÃs que conheço onde mercado significa bancos, e não mercado de consumo. E economia significa taxa de juros e não uma forma de se buscar o bem-estar da população como um todo. Um resumo do artigo original, que nada tem a ver com o que comentei nesse parágrafo, se encontra aqui.
Marketing Reverso
Mar 15th
Agora, cá entre nós, não é suspeito que a própria empresa compre domÃnios com este tipo de “denúncia”? Não fica com cara de que a marca está escondendo algo dos consumidores? Será que não há maneiras menos subreptÃcias de se controlar a informação, ou melhor dizendo, minimizar possÃveis danos de imagem causados por possÃveis efeitos negativos do produto? Porque no mundo atual, controlar qualquer coisa só na cabeça de malucos e interessados em semear teorias conspiratórias…
Post levemente baseado em Seth Godin, que passou o link original.
Momento publicidade
Feb 28th
A volta do patriarcalismo
Feb 13th
Phillip Longman trata da volta do patriarcalismo e outros valores tradicionais como uma tendência de curto e médio prazo. Sua lógica se baseia numa premissa relativamente simples e perfeitamente observável: as diferenças entre as taxas de natalidade da chamada classe média urbana dos paÃses desenvolvidos e das populações carentes e dos bolsões pobres dos paÃses em desenvolvimento. Enquanto a classe média praticamente parou de ter filhos e cresce negativamente, temos nas famÃlias mais religiosas e conservadoras há uma explosão demográfica. Isso é observável em São Paulo: na cidade, o crescimento vegetativo é negativo, enquanto nas cidades ao redor da cidade, o crescimento chega até 4% ao ano, e não causado pela migração, mas por natalidade mesmo. More >
Antecipando uma ilegalidade: que idéia genial!
Feb 2nd
Sinceramente, alguém poderia me explicar algum efeito positivo de marca, ao fazer propaganda de uma futura ação ilegal? Aliás, há algum efeito positivo em se adesivar latas de lixo, sujando ainda mais a cidade?
Algumas marcas parecem estar mais preocupadas com a forma de propaganda (“uhu! Intervenções urbanas são o must!”) do que com adequação e conteúdo. Este é um belo exemplo.
Ainda não aprenderam com a bolha da Internet
Jan 31st
É mais ou menos o mesmo papo que os músicos diziam quando do lançamento do rádio: que iria acabar com os shows ao vivo. O máximo que fez foi cair a venda de partituras…
Ou então quando a TV surgiu – o rádio estava morto. Pura balela.
O ser humano tem algo inato de buscar o conforto e a comodidade. É por isso que o rádio continua sendo o principal formato para se ouvir e descobrir música, até hoje (sim, a Internet ainda é incipiente neste ponto – não surgiu nenhuma Madonna do universo musical da web). É por isso que a maioria ainda vai preferir, por muito tempo, sentar na frente da TV e esperar que “mandem” o conteúdo pronto, sem a pentelhação de “achar algum programa”. É por isso que os canais a cabo acabam servindo como um meio de campo entre a salada de ser tudo aberto (o que não dá indicativos ao consumidor) e as limitações da TV aberta (poucas opções). More >
Proposta de sociologia do cigarro II
Jan 15th
Volto ao tema da sociologia do cigarro, minha tentativa barata de teorizar. É notável observar que o perfil tÃpico do fumante “bacana” atual se encaixa no perfil “alternativo/moderno” dos jovens. Sim, é verdade que os adolescentes e pobres perfazem boa parte do público fumante, em especial das marcas mais populares, mas são os “modernos” que dão a atual cara de glamour e “descolamento” ao produto, na falta dos galãs de Hollywood.
Mas mais engraçado que isso é que se trata de um público geralmente anti-corporações, anti-marcas, anti-capitalista, “sou de esquerda” etc, sendo que o cigarro é um dos produtos mais prejudiciais a populações locais (o tabaco destrói o solo), e faz parte de um setor dominado por grandes conglomerados multi-nacionais ligados à s práticas comerciais mais desleais e anti-éticas. São contribuintes fervorosos dos Republicanos, ou seja, fumou um cigarro, está dando dinheiro para George Bush. Não é irônico?
Ou ser moderno é ser incoerente e incongruente, ou a posição polÃtica deste povo é apenas uma maneira de se conseguir sexo mais fácil, já que a esquerda parece ser mais liberal do que a direita neste tipo de assunto. Nada mais status quo, mais reacionário, portanto, do que fumar.
Isso sem falar no culto à maconha, outra praga que “moderno” ignora (ou melhor, finge ignorar) seus efeitos sociais e econômicos. Tema de um próximo texto.
A moral do marketing
Sep 13th
Em épocas de mensalão e meter a mão na merda, não custa nada lembrar que moral é uma decisão individual que se baseia na idéia de que sua ação será ou não correta. Não existe, portanto, a moral do outro (moralidade é completamente diferente de moral). “Envergadura moral”, só no Rock Gol, portanto. More >
