Na primeira parte do artigo, provoco meus amigos perguntando se é melhor investir mais no social ou fazer marketing sobre investimentos sociais. Nesta parte, pretendo conceituar o que é responsabilidade social e também apontar o que NÃO é responsabilidade social.

O conceito, no fundo, é simples. Nenhuma organização flutua sozinha no universo. Ela tem responsabilidades que se estendem além de sua organização. Ou seja, não adianta ela, por exemplo, pagar seus funcionários em dia se a empresa contratada para fazer a limpeza não registrar seus funcionários. É, segundo este modelo de empresa socialmente responsável, zelar e cobrar o mesmo tipo de responsabilidade (ou seja, cumprir a lei) de seus fornecedores. O caso da Nike, em 1997, de subcontratar empresas tailandesas que empregavam crianças em condições sub-humanas foi o estopim para uma onda de “social responsabilismo”. Para quem não sabe, a Nike primeiramente alegou que não era obrigada a cuidar de seus fornecedores. A violenta queda nas vendas e a avalanche de críticas fez a empresa mudar o discurso, se retratar, contratar uma empresa de RP para mudar sua imagem e criou uma diretoria responsável por monitorar seus fornecedores e dar diretrizes básicas para contratações. More >