Posts tagged Mercado
As revistas de luxo à moda brasileira
Jun 11th
Sei, da boca pequena, que boa parte delas só existe para esquentar peças fantasmas das agências nacionais, uma situação surrereal que só no Brasil mesmo. Ou seja, criam-se veÃculos sem leitores para veicular peças inexistentes para um público que não existe, já que não é uma revista para ser lida etc…
E as poucas para serem lidas, como a Bravo, são tão indigentes em termos de cultura que ainda acham Marisa Monte relevante (só se for como marketeira…).
Starbucks deveria fechar capital?
May 25th
Um dos textos mais instigantes que li recentemente está no interessante blog ChangeThis, criado pelo Seth Godin como uma espécie de megablog de “manifestos”. Tirando 80% de exageros e muitas palavras de ordem e semi-motivacionais, há ótimos achados, já que alguns dos escritores realmente possuem algo a dizer.
Por exemplo, John Moore, que já foi diretor nacional da cadeia Whole Foods e de varejo no Starbucks, abre uma discussão sobre um famoso memorando interno que vazou, escrito no inÃcio de 2007 pelo CEO da Starbucks. Nesse, Jim Donald fala sobre a percepção de comoditização da marca que começa a corroer a experiência de loja que sempre tiveram. Por exemplo, ele questiona se a mudança para máquinas automáticas de café espresso não tiraram justamente a cara artesanal e pessoal que a loja sempre teve, entre outros questionamentos que claramente afetariam muito da expansão da empresa.
More >Prioridades
Apr 18th
AVATAR DO PRESIDENTE TAMBÉM FOI À FESTA
Bologna foi ao lançamento
O sucesso da festa de lançamento da TAM no site Second Life foi traduzido em números. Depois de três horas e 45 minutos, entre 20 horas e 23h45 da última segunda-feira (16), 726 internautas acessaram o evento realizado na fictÃcia ilha Berrini, que ficou lotada de avatares. Do total de participantes, 630 foram à pista de dança e 386 retiraram brindes e balões da companhia aérea. O cuidado da LOV na produção da festa chegou à minúcia de criar um avatar para o presidente da TAM, Marco Antônio Bologna. O evento contou com DJ’s e garçonetes servindo aperitivos, além de aparelhos de TV de plasma para a transmissão de um vÃdeo institucional da empresa.
Sem qualquer crÃtica aos amigos da LOV (gente super bacana e competente), mas as empresas aéreas brasileiras são campeãs do mau atendimento, da falta de suporte ao usuário, de sites ruins de doer, de sistemas de milhagem complicados… E a melhor coisa em que poderiam gastar dinheiro é na presença da marca no Second Life? Have a life…
Tudo bem, vão dizer que uma coisa não exclui a outra, que se trata de uma estratégia de longo prazo, blablabla. Mas que medidas mais simpáticas no momento, que demonstrassem o respeito da TAM pelo passageiro teriam muito mais impacto, não tenho dúvidas. Aliás, faz falta a presença do marketing original da TAM. Muito mais inteligente e importante do que o avatar do presidente que fez a empresa se tornar o patinho feio das empresas aéreas nacionais. Isso porque vivemos um duopólio…
Marketing Reverso
Mar 15th
Agora, cá entre nós, não é suspeito que a própria empresa compre domÃnios com este tipo de “denúncia”? Não fica com cara de que a marca está escondendo algo dos consumidores? Será que não há maneiras menos subreptÃcias de se controlar a informação, ou melhor dizendo, minimizar possÃveis danos de imagem causados por possÃveis efeitos negativos do produto? Porque no mundo atual, controlar qualquer coisa só na cabeça de malucos e interessados em semear teorias conspiratórias…
Post levemente baseado em Seth Godin, que passou o link original.
Momento publicidade
Feb 28th
Ainda não aprenderam com a bolha da Internet
Jan 31st
É mais ou menos o mesmo papo que os músicos diziam quando do lançamento do rádio: que iria acabar com os shows ao vivo. O máximo que fez foi cair a venda de partituras…
Ou então quando a TV surgiu – o rádio estava morto. Pura balela.
O ser humano tem algo inato de buscar o conforto e a comodidade. É por isso que o rádio continua sendo o principal formato para se ouvir e descobrir música, até hoje (sim, a Internet ainda é incipiente neste ponto – não surgiu nenhuma Madonna do universo musical da web). É por isso que a maioria ainda vai preferir, por muito tempo, sentar na frente da TV e esperar que “mandem” o conteúdo pronto, sem a pentelhação de “achar algum programa”. É por isso que os canais a cabo acabam servindo como um meio de campo entre a salada de ser tudo aberto (o que não dá indicativos ao consumidor) e as limitações da TV aberta (poucas opções). More >
A moral do marketing
Sep 13th
Em épocas de mensalão e meter a mão na merda, não custa nada lembrar que moral é uma decisão individual que se baseia na idéia de que sua ação será ou não correta. Não existe, portanto, a moral do outro (moralidade é completamente diferente de moral). “Envergadura moral”, só no Rock Gol, portanto. More >
Afinal, ricos têm rancor dos pobres ou dos outros ricos?
Sep 5th
[ricos] gostam da inveja dos pobres.
... e que, por isso, deveriam se cobrar impostos maiores sobre o consumo direcionado para provocar este tipo de inveja social (para quem conhece Veblen, o chamado consumo conspÃcuo).
Estou aqui me alinhando ao que diz Tyler Cowen. Para ele, mesmo que este interesse por status exista, para um rico, é muito mais excitante ser invejado por outro rico. Ricos que gostam de se sentir invejados pelos pobres são vistos como perdedores pelos demais ricos. Ao mesmo tempo, pobres nutririam mais inveja do coreano que se deu bem na vendinha da esquina do que com a Paris Hilton. O coreano, portanto, teria um consumo conspÃcuo igualmente alto para o pobre, e de certa forma, muito mais aparente e provocativo para sua classe.
More >Por que o marketing não faz os manuais de usuário?
Aug 30th
Ela tem razão: se a empresa investisse em manuais bonitos e interessantes feitos pelo marketing, a experiência do consumidor com aquele produto se estenderia além do tesão da compra. Um equipamento eletrônico que você só sabe usar 5% dele simplesmente porque não entende bulhufas do que está escrito no manual técnico transforma a marca numa “outra qualquer”, já que 5% do que ela faz é possivelmente os mesmos 5% que todas suas concorrentes fazem. No final, aquele celular que tem 200 funções só é usado para 10 funções. E nisso sua concorrente pode até ser melhor…
Recomendo a leitura do artigo completo, em inglês, aqui.
Sabotando Produtos
Aug 25th
Digamos que você chegue na Starbucks e queira um cappuccino simples. Olha no cardápio e não há. Há contudo uma versão mega gigante, bem maior do que desejaria. E, por isso, acaba comprando esta mesma. Só que, se você tivesse chego no caixa e pedido o cappuccino pequeno… bingo! Ele existiria e estaria lá – só não no cardápio, porque sua baixa margem de contribuição não interessa à rede de cafeterias.
O autor chega inclusive a comentar o caso de uma impressora da IBM que era vendida em duas versões, sendo que a versão básica era idêntica à premium, mas vinha com um chip a mais, que só servia para reduzir a velocidade de impressão!
Seria esta uma tática ética de se trabalhar precificação? Como estimular o consumo do produto premium sem precisar recorrer a tais expedientes? Seria o premium mal precificado nestes casos? Convido os 3,1 leitores deste blog para comentários…
