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Estratégias abertas: um caso extremo
Apr 2nd
Um dos mais esquisitos e talvez inovadores projetos que li recentemente, tanto em termos estratégicos de negócio quanto em comunicação, é a Premium Cola. Há muita coisa interessante de se ler no artigo (em inglês) aqui reproduzido. Mas, sumarizando rapidamente, essa empresa alemã surgiu da insatisfação de alguns clientes da Afri-Cola (um Ãcone pop alemão) com as mudanças na fórmula e nos negócios dela. E o que seria o negócio Premium Cola? Apesar de basearem seu produto na fórmula original da Afri-Cola, tudo o mais é diferente. O negócio deles é ser uma empresa totalmente aberta: o produto não tem segredo (a fórmula é reproduzida no frasco); não há contratos formais (vale a palavra); não há escritórios; tudo é “terceirizado”, mas os terceiros são acionistas da empresa – até mesmo antes do “proprietário de fato”, Uwe Lübbermann; a comunicação é feita sem nenhuma publicidade ou propaganda; o consumidor decide partes do negócio do cliente por fóruns online abertos (é possÃvel até que o consumidor se torne distribuidor da marca).
Há múltiplas questões a serem discutidas. Um: é possÃvel replicar em grande escala essa estratégia? Dois: Será que é possÃvel replicar em outros paÃses essa visão (por exemplo, no Brasil, onde impera a impunidade e os nortes morais são mais fluidos)? Três: o portfólio dessa empresa se restringe a um único produto. O que aconteceria na gestão de um portfólio maior ou num produto de cadeia mais complexa?
A PSFK acerta o alvo, ao dizer que, de fato, o principal produto deles é a ideologia (e não a Cola). Mas seria isso suficiente para se manter viva e gerar lucros a todos?
