Ricardo
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Posts by Ricardo
Feynman e a ciência no Brasil
Jul 10th
Porque os EUA estão perdendo terreno no mundo e o Brasil
Jul 7th
Em tempo: os dados no Brasil são ainda piores – o índice de leitura é de ridículos 1,5 livro per capita – sendo que somente 17 milhões de brasileiros são compradores e 26 milhões são leitores. Ou seja, 14% da população lê cerca de 10 livros/ano, o resto depende da Globo para se sentir gente. Dados da Pesquisa Retrato da Leitura, feita em 2001 pela CBL.
A seleção pode ser vista pela Sociologia Política
Jul 7th
Eis que na verdade, tínhamos a receita do fracasso: um bando de estrelas agindo por conta própria, um gestor medroso e medíocre, cujas glórias passadas se deram a despeito e não por causa dele, e uma crença na divindade específica do Brasil, em que um lance genial resolvesse todos nossos problemas.
Viva Vaia
Jun 29th
Mais do que uma crítica, trata-se de um fenômeno interessante – por que se tornou tão importante assim o “viver”? (Em tempo: não vejo isso necessariamente como prova de falta de criatividade, já que publicitariamente falando, é uma palavra coringa que entrega muitos caminhos.)
Há um segundo ponto interessante: o conceito quase nunca aparece sugerido, mas sim imposto (note o tempo verbal no imperativo). É fato que a publicidade sempre usou o imperativo como forma de vender produto, mas os atuais conceitos não falam nada em relação ao produto. Seria uma forma de impor um jeito de viver?
More >Os Limites da Estratégia
Jun 20th
Em Creating Strategy in an Unknowable Universe, escrito pelo Senior Advisor da McKinsey & Co., Eric D. Beinhocker, este argumenta que, em cenários econômicos voláteis, o planejamento estratégico deixa de ser um plano estático, com metas claras e rígidas, para se tornar uma espécie de portfólio de experimentos, com opções flexíveis, mutantes, que tornariam as organizações melhor preparadas para enfrentar cenários ambientais turbulentos. More >
O Arcaísmo como Projeto de Nação
Jun 14th
Um livro interessantíssimo, e que questiona uma série de dogmas da historiologia brasileira, parece dar indicações sobre este fenômeno. O Arcaísmo Como Projeto, dos professores da UFRJ João Fragoso e Manolo Florentino, apresenta uma série de estudos sobre o final do período colonial que põem em cheque alguns dos mais conhecidos dogmas da história nacional. Por exemplo, a bazófia da inexistência de uma economia local forte por culpa portuguesa, ou mesmo a impossibilidade do pobre ascender numa sociedade tão desigual. Mas não é disso que trato aqui. Mas de um dado mais pertinente para este tópico, que é a concentração da riqueza não no produtor, mas no intermediário. Segundo o livro, 20 famílias locais praticamente controlavam do transporte à logística de distribuição de produtos e escravos, além do crédito na colônia, sendo que seus tentáculos chegavam inclusive à metrópole portuguesa e África.
Não deixa de ser curioso notar que, segundo os historiadores, estas famílias não duravam mais que duas gerações – já que aparentemente, neste momento, elas se livravam das empresas, compravam um bocado de terra no interior e iam viver de rendas. Ou seja, nunca se transformava em capital produtivo, mas servia para legitimar uma certa aristocracia local, que reproduzia a aristocracia portuguesa.
A Necessidade do Planejamento Ir Além da Comunicação
May 30th
Ora, como Alonso mesmo diz, comunicação não é tudo no segmento de cervejas – há a traumática distribuição, o composto de preço etc. A questão parece ter sido decidida em favor da FischerAmerica porque a agência iria além da comunicação, efetivamente alterando procedimentos em outros setores da empresa.
Trata-se de um fator cada vez mais presente – e que deve estar na mente dos planejadores SEMPRE: a necessidade de que a comunicação chegue e afete todos os canais. Quando a F/Nazca apresenta o Unibanco como nem parecendo banco, a primeira impressão é que tratava-se de pura balela. Hoje, se observa que o Unibanco simplesmente eliminou filas, caixas, portas inconvenientes, tudo que lembrasse banco. Isso é bem mais poderoso do que as peças, mas sem elas, o conceito de um banco diferente jamais se consolidaria. Voltaremos a este assunto em breve.
