Um estudo conjunto de 5 universidades americanas revelou uma situação muito interessante sobre os poderes da comunicação e das falsas impressões. Segundo seus resultados, uma opinião repetida pela mesma pessoa diversas vezes é entendida pelo receptor como prova de opinião popular.

Os efeitos desse conhecimento são importantes para se compreender como certas “verdades” se estabelecem com facilidade, simplesmente por serem repetidas por algumas pessoas como se não houvessem interesses próprios em jogo. Um dos meus discursos favoritos é o da tal “economia”. É um tal de “a economia vai bem” pra cá, “o mercado está contente” para lá, como se fosse uma entidade externa, quase totalmente representativa do todo. Basta com que meia dúzia de luminares (tipo Delfim Netto e Mailson da Nóbrega, cujas obras falam por si próprias) repitam esse mantra na rádio e pronto: está formada a opinião geral da nação. Cabe lembrar que o Brasil é o único país que conheço onde mercado significa bancos, e não mercado de consumo. E economia significa taxa de juros e não uma forma de se buscar o bem-estar da população como um todo. Um resumo do artigo original, que nada tem a ver com o que comentei nesse parágrafo, se encontra aqui.