Archive for February, 2007

Novidade que não tem nenhuma novidade

Uma “novidade” na imprensa que nada tem de novidade é a existência de editoras que editam livros pagos pelos autores. Temos a PSL e a Scortecci para provar o ponto no Brasil. Também não chega a ser novidade que estas editoras ganham dinheiro com isso. A Folha fala sobre mais um caso destes: a Lulu.com, que “cresce com livros de autores desconhecidos”. E qual a novidade então?

logo_lulu.gifA novidade foi entender o tipo de serviço que este tipo de editora deve prover e pode prover com a tecnologia. Ela agora consegue prover serviços melhores, mais rápidos, mais eficientes e por muito mais tempo que uma mera editora sob encomenda. Por exemplo, a Lulu.com permite a criação de blogs pelos autores, o que estende a experiência do livro por mais tempo, ao deixar o escritor por mais tempo em evidência. Lembremos: livros sob encomenda tendem a encalhar depois da “festinha” de lançamento.

Porque as gravadoras vão tão mal – II

Da categoria eles não aprendem, vem a notícia de que as gravadoras brasileiras apostam em coletâneas para crescer (ou melhor, sobreviver) no mercado nacional. Esta foi a estratégia que as gravadoras também utilizaram na década de 1970 – e que levou ao maior buraco da história delas…

Enquanto lá fora as gravadoras se renovam e tentam ganhar dinheiro com edições luxuosas de artistas, cheias de bonus tracks e livros, ou com formatos digitais de boa qualidade (iTunes), as gravadoras brasileiras, sempre na vanguarda, lançam reedições sem qualquer extra, com som cheio de defeitos (vide as porcas remasterizações dos primeiros álbuns de Adoniran Barbosa na Odeon), capas mal-feitas e disponibilizam arquivos digitais no formato mais atrasado e complicado de todos (WMA), que não toca em iPod. Para completar, um mísero álbum do Raconteurs custa 39 reais, ou praticamente 4 reais por faixa. É assim que se faz uma indústria forte, dando ao povo o que ele quer! No caso, falo dos piratas: custo baixo para qualidade próxima do original…