Proposta de sociologia do cigarro II
Volto ao tema da sociologia do cigarro, minha tentativa barata de teorizar. É notável observar que o perfil tÃpico do fumante “bacana” atual se encaixa no perfil “alternativo/moderno” dos jovens. Sim, é verdade que os adolescentes e pobres perfazem boa parte do público fumante, em especial das marcas mais populares, mas são os “modernos” que dão a atual cara de glamour e “descolamento” ao produto, na falta dos galãs de Hollywood.
Mas mais engraçado que isso é que se trata de um público geralmente anti-corporações, anti-marcas, anti-capitalista, “sou de esquerda” etc, sendo que o cigarro é um dos produtos mais prejudiciais a populações locais (o tabaco destrói o solo), e faz parte de um setor dominado por grandes conglomerados multi-nacionais ligados à s práticas comerciais mais desleais e anti-éticas. São contribuintes fervorosos dos Republicanos, ou seja, fumou um cigarro, está dando dinheiro para George Bush. Não é irônico?
Ou ser moderno é ser incoerente e incongruente, ou a posição polÃtica deste povo é apenas uma maneira de se conseguir sexo mais fácil, já que a esquerda parece ser mais liberal do que a direita neste tipo de assunto. Nada mais status quo, mais reacionário, portanto, do que fumar.
Isso sem falar no culto à maconha, outra praga que “moderno” ignora (ou melhor, finge ignorar) seus efeitos sociais e econômicos. Tema de um próximo texto.
| Print article | This entry was posted by Ricardo on January 15, 2007 at 4:38 pm, and is filed under Comunicação, Sociologia. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |

