A destruição criativa da cadeia audiovisual
Explico. A indústria cinematográfica, há muito tempo, baseia sua receita não somente na ida dos fãs ao cinema, mas da receita advinda da venda de direitos para home video (VHS e DVD), Pay-per-view, TV a Cabo, TV aberta e finalmente hoje, iPods. Mas esta receita era diluÃda no tempo: ou seja, primeiro se rentabilizava o cinema. Passados alguns meses, e os atrasos no mercado internacional, passa-se ao outro naco da cadeia (DVD) e assim por diante.
Mas este modelo está claramente se partindo. A digitalização do conteúdo audiovisual, combinado com a altÃssima velocidade de transferência de dados que um mero moleque consegue na própria casa, acaba tornando virtualmente impossÃvel o controle da velocidade de transmissão das informações. Um episódio gravado em TiVo pode em questão de horas estar plenamente disponÃvel na casa de um jovem de Calcutá.
E da� E daà muita coisa. As salas de cinema terão que reinventar seu modelo, já que os lares cada vez mais dispõem de um equipamento virtualmente igual ao do cinema em casa. Uma solução interessante parece ser a de criar eventos onde o filme é apenas parte da diversão, como o Noitão do HSBC Belas Artes (sempre lotado) ou o clone deste, no Cine Unibanco. A rentabilidade da indústria poderá passar por um choque, com as receitas mais comprimidas no tempo (já que DVD, cinema e TV a Cabo provavelmente sairão ao mesmo tempo, como foi o caso do projeto Bubble, de Steven Soderbergh).
Então, para onde vai a indústria cinematográfica?
| Print article | This entry was posted by Ricardo on November 16, 2006 at 6:21 pm, and is filed under Estratégia. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |



