Archive for November, 2006
Preço sugerido nas embalagens
Nov 29th
Até aÃ, bacana. Eis que, na própria lata, surge este tag amarelão imenso escrito: Preço Sugerido=R$1. Ao lado, havia uma caixa de Goiabinha da Bauducco (um produtaço, tanto conceitualmente, como em termos de comunicação, a cargo da AlmapBBDO – que merecia prêmio Effie). Na caixa, igualmente um tag de preço sugerido: R$0,50.
Duas coisas chamam a atenção: primeiro – isso seria impensável antes do Plano Real (sempre bom lembrar). Segundo – trata-se de mais uma cartada da indústria para evitar a guerra de preços no varejão, ainda mais com produtos ultra-populares como ambos citados. Veremos no que isso dará.
Por que o brasileiro é tão musical mas não entende nada de música?
Nov 27th
Pergunte aos fãs de reggae se eles conhecem os Upsetters ou Lee “Scratch” Perry. Ou se eles saber o que é rocksteady ou a diferença do dub para o reggae. Ou até mesmo questionar porque não tem contrabaixo no reggae brasileiro. Provavelmente, receberá uma cara de “o que ele tá falando???” de presente. Claro, pode ser o grau de cannabis na cabeça do sujeito, mas digamos que não seja. E por que isso nos interessa neste blog? Ora, o reggae é só um exemplo: a superficialidade do conhecimento dos conhecedores no Brasil é que é o fator crucial deste artigo…
Não há aparentemente nenhuma razão que impeça os fãs de reggae de buscarem conhecer mais o ritmo que admiram. Mas eles se parecem satisfeitos com a repetição ad nauseum dos mesmos sucessos de sempre. O mesmo acontece no rock, no jazz, no blues e em tudo relacionado à cultura no Brasil. Claro, há sempre uma ceninha de novidades aqui e acolá, mas em geral, tais novidades são apenas mÃmicas de cenas estrangeiras já perfeitamente diluÃdas ou então regurgitação dos grandes bastiões da MPB, aquela com M maiúsculo, de ME ESQUEÇAM UM POUCO!
More >A destruição criativa da cadeia audiovisual
Nov 16th
Explico. A indústria cinematográfica, há muito tempo, baseia sua receita não somente na ida dos fãs ao cinema, mas da receita advinda da venda de direitos para home video (VHS e DVD), Pay-per-view, TV a Cabo, TV aberta e finalmente hoje, iPods. Mas esta receita era diluÃda no tempo: ou seja, primeiro se rentabilizava o cinema. Passados alguns meses, e os atrasos no mercado internacional, passa-se ao outro naco da cadeia (DVD) e assim por diante.
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