Afinal, para que(m) servem os selos editoriais?
Numa manobra lógica, que poucas editoras adotam no mundo (destaca-se a Companhia das Letras e a Bloomsbury), a gigante cristã Thomas Nelson liquidou seus selos editoriais. A razão principal é tão óbvia que dói acreditar que isso não seja uma prática do mercado: os consumidores não entendem a razão da divisão dos selos, e dão muito pouca bola para eles. Como defendi em minha dissertação, a organização em selos atende uma lógica interna da editora, e não aos consumidores. Portanto, não é algo que os consumidores tenham qualquer interesse em saber. Faz, portanto, muito mais sentido, que as editoras enxuguem seus selos ao mÃnimo possÃvel, apostando num fortalecimento da marca-mãe, e investindo principalmente nas “franquias de autores”, um conceito ainda pouco explorado no Brasil. Será um futuro tópico a ser abordado aqui neste site.
| Print article | This entry was posted by Ricardo on October 17, 2006 at 2:07 pm, and is filed under Indústrias de Criação. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |


about 3 years ago
realmente nunca vi muito sentido para os selos. e no final das contas, para o consumidor, só fica o nome da editora (Marca mãe) na lembrança.
about 3 years ago
Na verdade, Valeska, há uma questão histórica: boa parte dos selos eram antigas editoras que foram absorvidas por outras maiores e que mantiveram [em geral] independência editorial (como é o caso da Record e Bertrand Brasil, por exemplo). O problema é que elas não conseguem manter-se diferentes no tempo, e o que era para ser uma visão única sobre seus produtos, acaba sendo mais do mesmo.