Archive for October 17, 2006
Quanto uma estratégia tem de acaso?
Oct 17th
Lendo um artigo na Business Week sobre a cadeia de moda H&M, me deparei com uma pergunta que é freqüente tanto nos cÃrculos acadêmicos quanto na prática empresarial: o quanto de sorte e acaso tem uma estratégia vencedora? O caso acima é bem tÃpico: aparentemente eles conseguem aliar preços arrasadores (o que em tese qualquer cadeia com força no mercado conseguiria) e um “olhar atento” sobre a última moda (portanto, uma certa qualidade para se observar as tendências de mercado).
O interessante está justamente neste “olhar atento”; afinal, isso é uma mistura de futurologia com sorte de acertar o que a estação pede. Esta capacidade de prever o futuro faz com que a empresa apresente baixos Ãndices de estoque, uma de suas vantagens competitivas no mercado. A pergunta é: como saber o que é um “olhar atento” que traz vantagens competitivas a priori?
More >Afinal, para que(m) servem os selos editoriais?
Oct 17th
Numa manobra lógica, que poucas editoras adotam no mundo (destaca-se a Companhia das Letras e a Bloomsbury), a gigante cristã Thomas Nelson liquidou seus selos editoriais. A razão principal é tão óbvia que dói acreditar que isso não seja uma prática do mercado: os consumidores não entendem a razão da divisão dos selos, e dão muito pouca bola para eles. Como defendi em minha dissertação, a organização em selos atende uma lógica interna da editora, e não aos consumidores. Portanto, não é algo que os consumidores tenham qualquer interesse em saber. Faz, portanto, muito mais sentido, que as editoras enxuguem seus selos ao mÃnimo possÃvel, apostando num fortalecimento da marca-mãe, e investindo principalmente nas “franquias de autores”, um conceito ainda pouco explorado no Brasil. Será um futuro tópico a ser abordado aqui neste site.
