Seth Godin faz mais um belo artigo, ao chamar atenção para a moralidade do Marketing (sic), ou, o que seria mais correto, a moral por trás das decisões tomadas por nós, mercadólogos e publicitários.

Em épocas de mensalão e meter a mão na merda, não custa nada lembrar que moral é uma decisão individual que se baseia na idéia de que sua ação será ou não correta. Não existe, portanto, a moral do outro (moralidade é completamente diferente de moral). “Envergadura moral”, só no Rock Gol, portanto.

Mas voltemos ao assunto central. É possível falar em moral quando nosso trabalho é estimular o consumo? Acredito que sim. E que também é nosso dever nos patrulharmos e questionarmos eventuais caminhos que nos pareçam pura manipulação. Tartarugas da BrahmaA manipulação no marketing é algo que, no limite, sempre ocorre: afinal, trabalhamos com informações e imagens cujo resultado é mudar percepções. Mas há formas mais ou menos lícitas de se fazer isso. As cervejas, no Brasil, o fazem de forma (para mim) moralmente condenável – sua linguagem é essencialmente infantil, machista e claramente substituiu o cigarro como o objeto que dá ao jovem poder e erotização. Exceção feita à Kaiser da Giovanni, claro.