Archive for September, 2006
A moral do marketing
Sep 13th
Em épocas de mensalão e meter a mão na merda, não custa nada lembrar que moral é uma decisão individual que se baseia na idéia de que sua ação será ou não correta. Não existe, portanto, a moral do outro (moralidade é completamente diferente de moral). “Envergadura moral”, só no Rock Gol, portanto. More >
Publicidade editorial
Sep 13th
A compra da Spier, uma agência especializada em publicidade editorial, mostra que o caminho pode estar se abrindo para um novo modelo, que permita investimentos menores e mais direcionados. Aliás, a tecnologia ajuda neste sentido: custos de produção mais baixos e novos pontos de publicidade dirigida.
É preemente que as editoras passem a dirigir um percentual mÃnimo de gastos de marketing para cada tÃtulo, e que não seja somente para a festa de lançamento.
Porque nunca fizeram isso antes?
Sep 10th
A Publishers Weekly mostra que nos EUA, o marketing do novo livro de Brad Meltzer (autor aqui no Brasil lançado pela Record) sairá casado com as revistas da DC Comics, onde ele também atua como escritor. Ele, é fato, é um caso raro de best-seller em ambos terrenos (como Neil Gaiman). Mas chama a atenção que, exceto pelo trabalho da Conrad com o Gaiman, e da Devir com o Mutarelli, nenhuma outra editora tenha se aproveitado dos óbvios laços entre escritores de livros e quadrinhos.
Aliás, a Record come bola pois em nenhum momento vincula Meltzer aos quadrinhos do Batman, meio onde ele é muito mais conhecido no Brasil do que como escritor de thrillers.
Update: A ação da DC e da Warner Books foi um gigantesco sucesso. Metzler é primeiro lugar tanto no New York Times quanto na lista da Diamond Distributors.
Afinal, ricos têm rancor dos pobres ou dos outros ricos?
Sep 5th
[ricos] gostam da inveja dos pobres.
... e que, por isso, deveriam se cobrar impostos maiores sobre o consumo direcionado para provocar este tipo de inveja social (para quem conhece Veblen, o chamado consumo conspÃcuo).
Estou aqui me alinhando ao que diz Tyler Cowen. Para ele, mesmo que este interesse por status exista, para um rico, é muito mais excitante ser invejado por outro rico. Ricos que gostam de se sentir invejados pelos pobres são vistos como perdedores pelos demais ricos. Ao mesmo tempo, pobres nutririam mais inveja do coreano que se deu bem na vendinha da esquina do que com a Paris Hilton. O coreano, portanto, teria um consumo conspÃcuo igualmente alto para o pobre, e de certa forma, muito mais aparente e provocativo para sua classe.
More >