O Fator S
Ricardo | August 24, 2006Se você nunca esteve aqui, você talvez queira assinar esse blog via RSS feed. Obrigado pela visita!
Seth Godin traz à superfÃcie um tema que costuma ser bem espinhoso, tanto do ponto de vista acadêmico, quanto do ponto de vista empresarial: o Fator S. Ou, em inglês, o fator L (luck). Seria o sucesso no mercado uma questão de Sorte? Nossas estratégias são tão irrelevantes assim, como pregam os estrategistas alinhados com Henry Mintzberg, ou terÃamos na verdade alta capacidade de alterar profundamente ambientes, como os clássicos pregam?
É simples dizer que é um pouco dos dois, mas esta é a resposta fácil. O artigo de Godin é interessante por mostrar que, em indústrias muito ligadas à moda ou a mudanças sociais de difÃcil avaliação, o controle das variáveis é quase impossÃvel. Contudo, isso não torna a estratégia obsoleta: apenas altera-se a forma de se utilizá-la.
No caso, sua sugestão é: atire em várias direções. Assim, seus riscos diminuiriam por meio da diversificação. E eventualmente, sua empresa pode emplacar um grande sucesso sem grandes explicações, como foi o caso da Krispie Kreme.
É curioso perceber que é exatamente desta forma que as principais indústrias de criação se articulam. Vejam o exemplo da indústria editorial: lançam muito mais tÃtulos do que o mercado pode comportar, simplesmente porque não conseguem ter idéia alguma do que pode virar um grande sucesso ou não. Assim também funciona a indústria fonográfica. E a indústria cinematográfica assim seria se seus sunken costs não fossem tão gigantescos.





