Por que o marketing não faz os manuais de usuário?
Ricardo | August 30, 2006Se você nunca esteve aqui, você talvez queira assinar esse blog via RSS feed. Obrigado pela visita!
O blog Passionate traz essa discussão muito interessante à baila. Por que as empresas investem tanto dinheiro em folders de produto, com o design mais atraente possÃvel, papéis super-especiais, e largam o manual do usuário na mão dos engenheiros, escrito de forma insuportavelmente chata, em papel de quinta categoria e fonte ilegÃvel? A autora Kathy Sierra sugere, maldosamente, que as empresas preferem só seduzir o consumidor até a compra – depois, ele que se vire.Ela tem razão: se a empresa investisse em manuais bonitos e interessantes feitos pelo marketing, a experiência do consumidor com aquele produto se estenderia além do tesão da compra. Um equipamento eletrônico que você só sabe usar 5% dele simplesmente porque não entende bulhufas do que está escrito no manual técnico transforma a marca numa “outra qualquer”, já que 5% do que ela faz é possivelmente os mesmos 5% que todas suas concorrentes fazem. No final, aquele celular que tem 200 funções só é usado para 10 funções. E nisso sua concorrente pode até ser melhor…
Recomendo a leitura do artigo completo, em inglês, aqui.
Digamos que você chegue na Starbucks e queira um cappuccino simples. Olha no cardápio e não há. Há contudo uma versão mega gigante, bem maior do que desejaria. E, por isso, acaba comprando esta mesma. Só que, se você tivesse chego no caixa e pedido o cappuccino pequeno… bingo! Ele existiria e estaria lá – só não no cardápio, porque sua baixa margem de contribuição não interessa à rede de cafeterias.
A primeira coisa que me despertou curiosidade era o fato que a ampla maioria dos fumantes mantinham seus cigarros próximos à boca, ou muito colado ao rosto. Parecia haver um interesse em que o cigarro estivesse circunscrito ao espaço individual, de forma a não perturbar a pessoa ao lado – que poderia não ser fumante. Outra sensação era a de que o ato de fumar era um momento de prazer puramente pessoal, uma ação que independia relativamente dos outros. Mesmo a fumaça era solta devagarzinho, em cima de si próprio, sem aquela coisa de assoprar jatos à distância.
Já no Brasil, o que mais se vê é o fumante abrindo os braços largos e literalmente jogando o cigarro na cara da pessoa que estiver atrás ou do lado, especialmente se esta não for conhecida. Ao soltar a fumaça, a fumante ou joga tudo para trás, ou para cima, ou para o lado. Ou seja, o fumar no Brasil parece ser um ato muito menos de prazer pessoal, e mais de afeto social e que reforça o caráter egoÃsta do brasileiro médio.





