Archive for August, 2006
Por que o marketing não faz os manuais de usuário?
Aug 30th
Ela tem razão: se a empresa investisse em manuais bonitos e interessantes feitos pelo marketing, a experiência do consumidor com aquele produto se estenderia além do tesão da compra. Um equipamento eletrônico que você só sabe usar 5% dele simplesmente porque não entende bulhufas do que está escrito no manual técnico transforma a marca numa “outra qualquer”, já que 5% do que ela faz é possivelmente os mesmos 5% que todas suas concorrentes fazem. No final, aquele celular que tem 200 funções só é usado para 10 funções. E nisso sua concorrente pode até ser melhor…
Recomendo a leitura do artigo completo, em inglês, aqui.
Capitalismo à brasileira – I
Aug 29th
O sistema consiste em financiar a produção de filmes sem qualquer limite de gastos ou contra-partida, enquanto a infra-estrutura de produção e a concentração se mantém essencialmente a mesma. Detalhe: este financiamento é todo feito com dinheiro público, fruto de renúncia fiscal – portanto, decidido não por critérios públicos mas privados.
O mais razoável seria tal renúncia ser limitada a uma captação de um orçamento de filme pequeno, para capilarizar as produções, e melhorar a distribuição e acesso, portanto, oferecendo escoamento para tal produção. Mas isso, claro, não agradaria cineastas brasileiros, que gostam de fazer filmes para ninguém ver, mas com custos de Hollywood. É gente que faz filmes caros e muito ruins (eles dizem artÃsticos, exceto que como vinagre, pioram com o tempo) como Tizuka Yamasaki (cujo ápice foi dirigir Os Trapalhões) e Cacá Diegues (que produz pérolas como Deus É Brasileiro, com aquele cheiro de chão batido).
Sabotando Produtos
Aug 25th
Digamos que você chegue na Starbucks e queira um cappuccino simples. Olha no cardápio e não há. Há contudo uma versão mega gigante, bem maior do que desejaria. E, por isso, acaba comprando esta mesma. Só que, se você tivesse chego no caixa e pedido o cappuccino pequeno… bingo! Ele existiria e estaria lá – só não no cardápio, porque sua baixa margem de contribuição não interessa à rede de cafeterias.
O autor chega inclusive a comentar o caso de uma impressora da IBM que era vendida em duas versões, sendo que a versão básica era idêntica à premium, mas vinha com um chip a mais, que só servia para reduzir a velocidade de impressão!
Seria esta uma tática ética de se trabalhar precificação? Como estimular o consumo do produto premium sem precisar recorrer a tais expedientes? Seria o premium mal precificado nestes casos? Convido os 3,1 leitores deste blog para comentários…
A editora é uma marca desejável?
Aug 25th
Além disso, aposta na venda de pacotes temáticos para presente, mais ou menos na linha do que oferece a Flores Online. Por exemplo, uma cesta com produtos italianos mais um livro sobre culinária italiana.
Porque as editoras nacionais, tão pequenas e ágeis, não pensaram nisso antes?
O Fator S
Aug 24th
É simples dizer que é um pouco dos dois, mas esta é a resposta fácil. O artigo de Godin é interessante por mostrar que, em indústrias muito ligadas à moda ou a mudanças sociais de difÃcil avaliação, o controle das variáveis é quase impossÃvel. Contudo, isso não torna a estratégia obsoleta: apenas altera-se a forma de se utilizá-la.
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Proposta de Sociologia do Cigarro I
Aug 16th
Quando estive nos EUA e França, em duas oportunidades distintas, uma das situações que mais me chamavam a atenção era a postura dos fumantes em situações de convÃvio social. Em miúdos: o que há de comportamento sociológico no simples ato de se fumar em público?
A primeira coisa que me despertou curiosidade era o fato que a ampla maioria dos fumantes mantinham seus cigarros próximos à boca, ou muito colado ao rosto. Parecia haver um interesse em que o cigarro estivesse circunscrito ao espaço individual, de forma a não perturbar a pessoa ao lado – que poderia não ser fumante. Outra sensação era a de que o ato de fumar era um momento de prazer puramente pessoal, uma ação que independia relativamente dos outros. Mesmo a fumaça era solta devagarzinho, em cima de si próprio, sem aquela coisa de assoprar jatos à distância.
Já no Brasil, o que mais se vê é o fumante abrindo os braços largos e literalmente jogando o cigarro na cara da pessoa que estiver atrás ou do lado, especialmente se esta não for conhecida. Ao soltar a fumaça, a fumante ou joga tudo para trás, ou para cima, ou para o lado. Ou seja, o fumar no Brasil parece ser um ato muito menos de prazer pessoal, e mais de afeto social e que reforça o caráter egoÃsta do brasileiro médio.
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Porque os EUA estão também perdendo terreno no mundo. E o Brasil…
Aug 16th
Não é à toa que temos os governantes que temos – é tudo uma questão do que privilegiamos.
Matando boas idéias
Aug 8th
A maioria das organizações vêem oportunidades de desenvolvimento de negócios como ameaças.
Uma ameaça porque um erro pode atrapalhar o status quo, pode custar dinheiro ou tempo, ou mesmo meter alguém em confusão.Após um visualização inicial, a proposta de desenvolvimento de negócios tÃpica leva à Cuidadosa Consideração e Análise. O que significa que advogados vão trabalhar duro para (além de outras centenas de coisas) ter certeza que o licenciamento da marca está correto e apropriado (SM ao invés de TM, por favor) e que eles fizeram seu serviço e nada de ruim pode acontecer.
O problema, como você pode ter desconfiado, é que a moda é imprevisÃvel.
Seth, no fundo, mostra que uma boa dose de risco é necessária para que a criatividade ocorra. Como as modas são muito passageiras, uma idéia pode ser simplesmente inviabilizada por ter sido considerada por tanto tempo que se perde o trem da história.
Ou isso, ou advogados são o melhor meio de se perder o timing. De qualquer coisa.
