Viva Vaia
Ricardo | June 29, 2006Se voc nunca esteve aqui, voc talvez queira assinar esse blog via RSS feed. Obrigado pela visita!
Reparei há uns dias que há uma dezena de campanhas atualmente no ar que utilizam o mesmo conceito – ou no mínimo a mesma assinatura – de viver alguma coisa. Isso vai do Ford “Viva o Novo”, ao Banco Ibi “Viva a Diferença”, ou quem sabe o “Viva Kaiser” e o “Viver sem Fronteiras” da TIM.
Mais do que uma crítica, trata-se de um fenômeno interessante – por que se tornou tão importante assim o “viver”? (Em tempo: não vejo isso necessariamente como prova de falta de criatividade, já que publicitariamente falando, é uma palavra coringa que entrega muitos caminhos.)
Há um segundo ponto interessante: o conceito quase nunca aparece sugerido, mas sim imposto (note o tempo verbal no imperativo). É fato que a publicidade sempre usou o imperativo como forma de vender produto, mas os atuais conceitos não falam nada em relação ao produto. Seria uma forma de impor um jeito de viver?
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Não deixa de ser curioso notar que, segundo os historiadores, estas famílias não duravam mais que duas gerações – já que aparentemente, neste momento, elas se livravam das empresas, compravam um bocado de terra no interior e iam viver de rendas. Ou seja, nunca se transformava em capital produtivo, mas servia para legitimar uma certa aristocracia local, que reproduzia a aristocracia portuguesa.





